Filme antigo. Já teve lá sua graça
É diabólico o que acontece quase sempre com a primeira fase de qualquer operação da Polícia Federal.
Uma vez detidos os suspeitos, eles acabam libertados logo depois por ordem judicial. Ou a detenção era dispensável ou a ordem de soltura foi apressada.
Começam a vazar informações pela metade - e mais adiante, informações que contradizem as anteriores ou que as tornam mais nebulosas.
O primeiro relatório que acaba publicado é cheio de buracos. Faltam ali informações decisivas.
Quando se cobra tais informações, os responsáveis pela operação, ou o juiz que cuida do caso, respondem que elas serão mantidas em sigilo à espera de que a investigação avance.
Bem, a essa altura, suspeito passa à condição de culpado diante da opinião pública e é imediatamente condenado.
Por fim se instala a descrença generalizada: não, isso não vai dar em nada, é mais uma operação que não chegará a bom termo, prevalecerá a impunidade.
De fato, a impunidade tem prevalecido.
E a roda gira à espera de mais uma operação.

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